domingo, 26 de setembro de 2010

Perdoa-me.

«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.» Margarida Rebelo Pinto "O dia em que te esqueci." 

Eu sempre sonhei com o momento em que iria ouvir da tua boca «eu perdoo-te, eu amo-te e eu ficarei contigo para sempre.» Mas realmente, não passa de um sonho, um sonho por realizar, enquanto tento dormir e vejo as horas a passar pensando que nesse momento poderia estar aí a teu lado. Desde o dia em que partiste o vento já não sopra da mesma maneira, nem o meu coração bate da mesma forma. O meu peito ficou vazio, e o meu fôlego ficou perdido. Já não sei sorrir, porque desde que te vi sair por aquela porta gelada e cinzenta... a luz do meu túnel apagou-se totalmente. «Todos os dias me lembro dele como se fosse ontem o dia do nosso primeiro beijo.» Eu sei, e melhor que ninguém que tu não me mereces, e muito menos o meu amor, aquele que eu sempre senti por ti, aquele que fez com que eu me tornasse na pessoa que sou hoje. «Quando olho ao espelho, já não me reconheço. A feição não mudou, mas o ar triste piorou.» Espero que te lembres tão bem quanto eu de como eu tinha os meus olhos. O brilho enorme, aquele que ninguém conseguia tirar, aquele que nunca conseguiria ser substituído. Depois de ter perdido por completo esse brilho, pedi a mim mesma forças para poder seguir em frente. Podia ter feito melhor e ter mais sucesso comigo mesma se pensasse certamente no que me poderia fazer feliz e se deixasse o passado para trás das costas. «Como é que é possível em tanto tempo não teres acordado para a vida?» Essa pequena pergunta pairou durante bastantes meses na minha mente. Não arranjava soluções para poder conseguir atingir a felicidade desejada, o que se tornou frustrante. Segui tantos caminhos diferentes, com pessoas diferentes, com amores diferentes do teu e com momentos diferentes de todos aqueles que algum dia passámos. Ainda hoje permanece tudo em mim, como se nunca tivesse saído um dia. Consigo lembrar-me de tudo, até mesmo os segundos, os minutos, os pormenores, tudo. Nada de ti foi esquecido em mim. Nem mesmo os olhares, que por mais que se cruzassem, havia momentos em que se tornavam mais intensos. Até hoje não consigo compreender o porquê de teres partido e não quereres voltar ao cais. O ponto de partida onde iríamos desembarcar os dois e finalmente podermos ter o nosso sossego. Mas para isso... era preciso tu quereres. (...)

Hoje já não consigo olhar-te da mesma forma. O coração pára cada vez que te vê, mas não sente vontade de te ir abraçar, tocar ou beijar. Uma realidade seria dizer-te que não te esqueci mas que o sentimento morreu. Aquela vontade de ir a correr e dizer-te que te amo já não existe mais, porque eu fiz com que ela desaparecesse. Queres-me perguntar porquê? Então pergunta porque nunca saberei responder a essa pergunta com toda a certeza absoluta do porquê de o fazer. «Então, agora é a minha vez de te dizer adeus e nunca mais querer olhar a tua cara com o brilho de antigamente.» Uma vez chegou, não quero mais ficar agarrada a um passado que não existe mais. Já segui em frente e não me vou amarrar a uma coisa que me prendeu demais e me deixou fugir como se fosse um papel. Já não sou mais usada como se fosse um boneco, nem como se fosse descartável. «Podes queimar o sentimento por mim, nunca mais olhar a minha cara, mas por favor, perdoa-me, perdoa-me por tudo o que te disse, e tudo o que fiz sem intenção se te magoar. Já me magoaste muito, e acredita que nunca tive coragem de te dizer o quanto me magoaste. Não consegues aproximar-te de mim e relacionar-te comigo, compreendo e respeito isso, acredita porque sei isso melhor que ninguém. Não deites fora as lembranças, nem os momentos, nem os beijos, nem os toques, nem os olhares. Deita fora as más recordações e guarda as boas. Esquece-te do passado, mas promete-me, que nunca te esquecerás de mim

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nunca vos esquecerei. NUNCA!




Vocês marcaram. Vocês mudaram a minha vida e tornaram-me a pessoa que sou hoje. Todas as brincadeiras, todos os carinhos e guerras, todos os momentos vão ficar guardados dentro de mim, no meu coração. Foi a melhor despedida de sempre, foi o nosso dia. Obrigado por serem quem são, obrigado por todo o apoio, por me fazerem ver coisas que eu não via, por me ensinarem coisas novas, palavras novas e expressões novas. Ralharam comigo quando foi preciso, até discordaram de mim sempre que vos apeteceu e não vos condeno porque foi assim que aprendi a ser a pessoa que sou hoje. Não é por eu mudar de escola que vos vou esquecer e acreditem que esquecer-vos vai ser impossível. Gosto de vocês todas, de maneiras diferentes, porque me apeguei mais a umas que outras. São todas fantásticas e peço desculpa se algum dia errei convosco. Obrigado por serem assim comigo, obrigado por tudo. E um agradecimento especial ao João que está aí no meio e não se vê quase, que com o desenrolar dos tempos também se tornou um grande amigo, depois da viagem a França. Não sei arranjar palavras, só sentimentos. Prometo que vou fazer de tudo para vos visitar! Vou ter saudades. Não me vou despedir com adeus...

Até já.

terça-feira, 9 de março de 2010

Tudo o que requer esforço, não vale a pena

Sabes quando tu queres aquilo... e esfolas-te se for preciso uma vida para teres? Mesmo que seja só aquele carinho, aquele objecto, aquela sensação. Quando tu queres aquela sensação, de que tens, de que nunca te escapará. É mentira... mas é simples. Queres mesmo saber o porquê?

Nós, perdemos tempo a querer aquilo que nunca vamos obter. Nós sonhamos demais, nós queremos demais, fazemos demasiadas perguntas. Somos demasiado egocêntricos para dar valor ao que queremos. Isto porque... se não obtivemos, é porque não tinha o valor suficiente para ser nosso. Somos demasiado estúpidos e irracionais para poder pensar que aquilo que queremos é quase impossível de obter e a probabilidade de isso nos atingir é nula. O ser humano ainda não tem mentalidade suficiente para chegar a essa conclusão...

É simples... queres isto, tens. Queres aquilo, tens. Sonhas com o outro, tens. Queres, tens. Imploras, tens. Imaginas, tens... estou farta dessa rotina. Eu simplesmente renego, desdenho, odeio, evito... e tenho na mesma. Mas nós humanos somos mesmo assim, egoístas. Queremos e temos, e essa é a nossa rotina. Por isso é que esforçar para ter, não vale a pena. Porque depois de ter... só damos valor quando perdermos aquilo que nos esforçámos tanto a conquistar.